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Aplicações prefixadas de longo prazo apontam rentabilidade maior e riscos

Letra do Tesouro Nacional com o vencimento em 2023 promete juros nominais de 10,94% ao ano, indicando um cenário de inflação sob controle nos próximos exercícios para gerar ganhos reais

São Paulo – As aplicações prefixadas de longo prazo – com vencimento em 2023 ou 2027 – prometiam, ontem, juros nominais entre 10,94% ao ano e 10,91% ao ano até o resgate, indicando um cenário de inflação sob controle nesse período para proporcionar ganhos reais.

Esse tipo de investimento em títulos prefixados do Tesouro Direto é considerado um dos mais arriscados do mercado financeiro, e ao mesmo tempo, de maior possibilidade de retorno na renda fixa. No ano passado, o índice que acompanha esses papéis – o IRF-M – alcançou 23,37% de alta, frente 14,02% da Selic e 14% do DI.

“Mas há anos em que dependendo da movimentação do ciclo de juros, o IRF-M não atinge 7%. No acumulado dos últimos três anos ficou em média 1,1 ponto percentual [ao ano] acima do DI”, diz o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Mario Amigo.

Em um horizonte de longo prazo, para os vencimentos dos papéis em 2023 ou 2027, os especialistas também avisam que é impossível traçar cenários. “É muito difícil prever como ficará a inflação por um período muito longo. Há vários riscos no cenário doméstico e internacional que podem influenciar as taxas de juros dos prefixados”, alertou o educador financeiro, Edélcio Fonseca.

Na mesma linha, Mario Amigo, lembra que os economistas projetam a inflação e os juros para um período de, no máximo, dois anos. Ou seja, no momento, o mercado conta com projeções apenas para os exercícios de 2017 e 2018.

A última pesquisa Focus, do Banco Central (BC), por exemplo, prevê o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,8% no final de 2017, e no centro da meta da autoridade monetária brasileira para 2018, em 4,5% ao ano. “A expectativa é que a inflação de curto prazo ceda nesses próximos dois anos”, afirmou o professor da Fipecafi ao DCI.

As projeções do mercado dos próximos 24 meses também apontam a Selic em 9,75% no final de 2017 e para 9,50% em 2018. “Não se pode cravar, mas o juro – de forma orgânica – deve cair para próximo de 8% de modo a tentar reaquecer a economia”, afirmou Fonseca.

Na avaliação da consultora de investimentos da gestora Órama, Sandra Blanco, os prefixados de longo prazo ainda mostram “prêmios” (ganhos) na curva de juros. “Foi o primeiro corte da Selic do ano [em 11 de janeiro], ainda tem oportunidades e não se sabe o tamanho do ritmo da queda dos juros”, contextualiza.

Sandra argumenta que a inflação já “desacelerou bastante” e caminha para o centro da meta do Banco Central. “Nos títulos mais longos ainda não se precifica isso, o mercado está exigindo prêmio adicional para o futuro”, completou.

Ao mesmo tempo, Sandra considera que gestores de fundos multimercados ou de renda fixa com composição em prefixados sabem trabalhar nesse mercado de juros. “Esses fundos vão aproveitar melhor esse movimento [de queda dos juros pós-fixados]”, destacou.

Mario Amigo também pontuou que os gestores de fundos de investimentos em renda fixa e multimercados podem aproveitar melhor o ciclo de queda da Selic para conseguir ganhos extras com a marcação a mercado dos títulos. “No entanto, o investidor [residente no Brasil] deve tomar cuidado com as taxas de administração cobradas no varejo”, avisou o professor da Fipecafi.

Para o investidor que entende o risco dos prefixados, os especialistas lembram que a aplicação via Tesouro Direto possui custos menores e os tickets de entrada são acessíveis para o público de varejo. Ontem, o valor mínimo para a compra de uma fração do título Tesouro Prefixado (LTN) para o vencimento de 2023 era de R$ 32,46 e de uma fração do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) para 2027 era adquirido por R$ 38,23.

Papel privado

Uma alternativa apontada pelos consultados ao risco de longo prazo dos títulos públicos prefixados reside em papéis bancários com prazo de dois anos com certificados de depósito (CDBs) e letras de crédito imobiliário (LCIs).

“Há oportunidades em CDBs e LCIs prefixados de dois anos, com a garantia do FGC [Fundo Garantidor de Crédito] para até R$ 250 mil”, Mario Amigo. Com dois anos, a taxa do imposto sobre ganhos de capital em CDBs é de 15%.

Ernani Fagundes – DCI

20/01/2017 – 05h00

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